7.20.2007

Portuguese Man-of-War



Em tempo de férias e de praia cuidado com elas. As alforrecas, em inglês "Portuguese Man-of-War" e em espanhol "Carabelas Portuguesas" (O mundo a reconhecer que os portugueses no mar já foram perigosos e letais!) andam aí. O nome em inglês e espanhol deriva das semelhanças entre a vela enfunada das caravelas e a bolsa cheia de ar do animal.


A alforreca não é um animal mas sim uma colónia de organismos que dependem uns dos outros e actuam em conjunto - a bolsa flutuante é um organismo em si e os polipos que suportam os tentáculos outro organismo. Há ainda polipos com funcões diferentes - reprodução, detecção e captura de alimentação e os de defesa.

Os tentáculos do bicho injectam veneno que provoca uma irritação cutânea na zona picada ou pode mesmo causar a morte ao ser humano consoante o tipo de alforreca. Há alforrecas de vários tipos com diferentes toxinas. A caravela portuguesa é uma alforreca com uma longa cauda azulada e é das mais perigosas, dado que pode provocar um choque anafilático e mesmo morte( não é nenhuma das que aparece nas fotos).

Existem vários métodos tradicionais para acalmar a dor: A colocação de água morna na zona, a colocação de gelo (em contradição com a água morna) e o uso de vinagre ou de um composto amoniacal (a urina é usada em vários países com sucesso). Mas o melhor mesmo é ir rapidamente ao médico. Uma ressalva, se o tentáculo ainda estiver agarrado à pele não usar compostos amoniacais pois só vai provocar mais libertação de veneno. Nesse caso retire primeiro com uma pinça ou luvas o que estiver espetado na pele.





O melhor mesmo é não lhes tocar ou arranjar uma tartaruga para ir consigo de férias. Estas não só são imunes ao veneno como acham as alforrecas um petisco!


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5.25.2007

Roscofe

Roscofe (significado português) - de má qualidade. Rasca
Roscofe (significado brasileiro e russo) - ânus.

A asserção da palavra Roscofe provém do nome de uma marca de relógios - "Roskopf"- aportuguesada para Roscofe.
Uma versão conta a seguinte história: Estes relógios muito baratos eram vendidos no porto de Roscoff aos incautos marinheiros que ali aportavam. Só funcionavam 24 horas, porque não tinham mecanismo. Lá dentro apenas havia um cabelo que permitia ao relógio rodar os ponteiros durante 1 dia. Mais que suficiente para os marinheiros que os compravam zarparem de novo.
Outra versão mais fiável: Refere apenas que eram relógios de bolso baratos, patenteados e comercializados pelo sr. Roskopf, um relojoeiro alemão. O preço permitiu que o proletariado conseguisse comprar relógios. Várias imitações de má qualidade com nomes parecidos a Roskopf surgiram na época, o que pode ter dado origem à associação com má qualidade.


Quanto ao significado russo que foi mais tarde importado para o nordeste brasileiro a origem é um mistério embora possa ter nascido da associação entre a ideia de que uma coisa que não presta é um cú.

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2.12.2007

Abéculas

Tradução da palavra Abécula para inglês usando o ultrasofisticadissímo Babylon online: Link:


abécula

Define abécula

Translate abécula

JM Latin English Dictionary


abecula

the back of a sword or knife.


Uma bela abécula me saiu está ferramenta de tradução. Quem lhes corte rente alguma coisa com a Sword ou a Knife......

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9.28.2006

Nomes Próprios


A lista de nomes próprios admitidos em Portugal está online na página da direcção geral dos registos e notariado. Juntamente com ela está a lista dos nomes próprios considerados não admissíveis. Menos mal que se passaram a disponibilizar estas listas para quem as quiser consultar. Antes eram um segredo fechado a sete chaves e tentar registar uma criança com um nome novo era um tiro no escuro com resposta pendente até às calendas gregas.
A lei nacional é extremamente conservadora e obriga a que o nome respeite a onomástica portuguesa. Há claras vantagens nisto, por um lado mantém-se uma integridade linguística nos nomes dos portugueses por outro ninguém nunca terá o azar de se vir a chamar "neutrão da silva kszxtspwa vai-te lixar". Claro que as desvantagens também são óbvias dado que as decisões sobre a introdução de novos nomes são tomadas por doutos Srs. linguístas encerrados nos seus bolorentos gabinetes à séculos cujas decisões incluem alguma arbitrariedade e pouca modernidade. Trata-se de um caso claro em que a lei coloca entraves à Inovação!

Senão vejamos: Admite-se "Fernão de Magalhães" mas não "Camões". "Dilan" pode ser mas "Ziggi" ou "Coltrane" não (querem ver que o linguísta não gostava de Bowie?). "Alejandra não, mas o masculino já é aceite.
A lei diz que nomes estrangeiros apenas são aceites se adaptados à fonética e grafismo portugueses. Mas então que dizer de: Quevin, Scote, Calebe, Cleo e Aliçon. Todos recusados!
De facto não há a mínima hipotése de se ser criativo. Quem quiser filhos com nomes grandiosos como "Sandokan", "Ben-Hur", "Samora Machel", "Sayonara", "Viking", "Curry" ou "Cheyeenne" o melhor que tem a fazer é emigrar.
E depois ainda há a particularidade de certos nomes só serem autorizados como segundo nome próprio ou acompanhados de uma partícula: "Las casas", "Loreto" só como 2ª nome mas Loreta já pode ser primeiro nome, "Luis Figo" apenas aceite como conjunto ( Isto quer dizer que João Figo não é aceite?), "Nascimento" só com um "do" antes, "O'Neill" é aceite, "Prazeres" só se precedida de "dos".
Mesmo nomes que estamos à espera que sejam aceites de caras não o são: "Tó" e "Zé" não são aceites , mas "Quim" é.

O melhor de todos para mim é "Kó-Ló". Aceito apostas. Estará na lista dos recusados ou dos admitidos?

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6.13.2006

Traduzir

Ao longo dos tempos tenho usado uma série de ferramentas de tradução que deveriam supostamente tornar o meu trabalho mais fácil. Mas apesar dos inúmeros avanços feitos em ferramentas de tradução automática, ao nível do contexto e da síntaxe, mesmo os melhores produtos continuam a ser apenas sofríveis.
Durante muito tempo usei o Systran e como já estava pelos cabelos decidi experimentar o Babylon - que apregoa a possibilidade de construir e partilhar com outros utilizadores bibliotecas construídas. Precisamente o que me interessava para termos técnicos de química, biologia, medicina e engenharia em geral. Barrete, porque não há qualquer biblioteca em português disponível!
A apregoada capacidade de aprendizagem do programa também não funciona nada bem, tal como no Systran também já não funcionava. Pior, o Babylon tem uma janeleca minúscula que não permite traduzir páginas inteiras de uma vez e precisa de estar ligado à net para fazer o trabalho, a menos que queiramos descarregar gigas e gigas de dicionários para a nossa máquina. É tão estúpido que não deixa descarregar apenas os dicionários das 5 linguas que me interessam nem permite usar os de inglês e português que eu já tenho instalados.
É ridículo mas quem pensou este produto pensou-o certamente para americanos estúpidos que querem traduzir e-mails de 5 linhas e páginas web. Que tal pensarem em profissionais....

Mas o que me deixou mesmo à beira de um ataque de fúria foi a bela tradução abaixo:



babylon translate

- É caso para dizer: ##$%&/**#$%&&!"@** (censurado!)


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2.16.2006

Palavras: D

A letra D pouco fértil em algaraviada na língua lusa apresenta-se:

Na dágaba fala-se dagabá?

Dejejuar de diuturnidades!

Longas: dinamometamorfismo, desincompatibilização, desaportuguesamento, departamentalização, denominacionalismo, decodificabilidade.

Castiças: depressicorne, detetofone, dracontossomo, damequejernítico, deiviril.

Sonoras e rotundas: denigrescibilidade, dafretórias, damascenínico, decussação, declanchabilidade, dessiso.

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2.02.2006

Palavras: C

A canalhocracia canhenha arrasta a carcaça de cansaço no caramanchão.
O cacareco de cacaracá do cacauicultor camerlengo é uma caganificância.
Dançar o chachachá é uma chachada de chacha.
A Chacona obriga a Chacoalhar.


Produtoras de gafanhotos: cafifice, cessão, cessação, chafalho, chichorrobio, cicioso, circunsessão.

Espriguiçadoras de Línguas: cacofonofóbico, cariaciabilidade, canhonhar, calimiconídeo, cacominalidade.

diferentes ou iguais? : Caçapo e cácapo. Cerviz e cérvix. Cessável e cessível. Chanca e Chança. Choca e choça. circunfundir e circunduzir. Corote, cocuruto e cocoruto. Compulsão e compunção

Estranhas: Chãmente, chaneza, chiuaua, chuchureado, circunvoar, coartar e coato, coclear, cocoricar, conímetro.

Longaas: Circunavegabilidade, compartimentalização, comprovincianidade, contrabalanceamento.

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1.31.2006

Palavras: B

wordO bananicultor bauhausiano balhelhas sofria de bibliocleptomania.

O borborigmo brevipedicelado bubonodínico bibliotecotecnográfico era bracteossuculento.

A bijeção bicotiledonada estava na bajoujice com a benemerência batiiperestésica.


E ainda outros mimos com os quais é díficil construir frases coerentes:

biperatipartido, bisesdrúxulo, bilirrubinúria, bacilarioficeo, becortopnéia e berberidopsidácea.

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1.27.2006

Trava-Línguas II

Variantes de trava-línguas noutras línguas:

Alemão:

Fischers Fritze fischt frische Fische;
Frische Fische fischt Fischers Fritze.

S´Schbeckschbätzlesbschdeck z´schbäd bschdelld.

Des Weiteren ist das Übrige auszuschließen und im Übrigen sind die Ausschlüße zu erweitern und die Erweiterungen sind ausschießlich zu erübrigen. Erübrigungen werden des Weiteren ausgeschlossen. Ausgeschlossene Erweiterungen sind übrig. Übrige Ausschlüsse werden erweitert. Erweiterte Erübrigungen werden auschgeschlossen. Ausszuschließende Erübrigungen werden erweitert. usw.

Zwölf zünftige Zipfelmützenzwerge die auf zwölf Tannenzapfen saßen, aßen zweihundertzweiundzwanzig blaue Zwetschken. Als sie die zweihundertzweiundzwanzig Zwetschken gegessen hatten, sagte Zwerg Zwuckel zu Zwerg Zwockel ""mich zwickts im Bauch"" darauf antwortete Zwerg Zwockel zu Zwerg Zuckel ""mich auch"".

Wenn du Trottl zu mir Trottl Trottl sagst, sag ich Trottl zu dir Trottl so lange Trottl, bis du Trottl zu mir Trottl nie mehr Trottl sagst, du Trottl!

Hier ist der Schlüssel zum Garten,
auf den die drei Jungfrauen warten.
Die erste hieß Binka
Die zweite hieß Bibeljabinka
Die dritte hieß Cezizizaknabbeljababbeljabibbeljabinka.
Hmmm, sprach die Frau Binka zu der Frau Bibeljabinka,
was hat die Frau Cezizizaknabbeljababbeljabilleljabinka für eine schöne Spitze am Rock.

Francês:

Le vif vert filait vite sur un fil de fer vert.
Le vert fil de fer vit filer le vilain vert de terre.

Si ces six scies-ci scient si bien ce cyprès-ci, ces six scies-ci scieront ces six cents cyprès-ci.

Dinon dina, dit-on, du dos dodu d'un dodu dindon du don, et dit; dit donc c'est bon le dos dodu d'un dodu dindon du Don.

Toto t'as tort, tu t'uses et tu te tues en t'entêtant; crois-moi, Toto tu t'entêtes et j'te dis qu't'as tort.

Six jeunes gens juchés sur six chaises chuchotaient ceci: sage chasseur au front chauve, au sang chaud, aux yeux chassieux, sachez chasser le chat chauve qui se cache sous la chiche souche de sauge séchée.

Lulu lit la lettre lue à Lili et Lola alla à Lille où Lala lie le lilas.

Espanhol:

Hay chicas chachareras que chacotean con chicos chazos. Y un chico mete al chillón de la chepa un chichón por chirrichote, y el chiste, y lo chocante, es que la chepa se le ha chafado con la hinchazón del chirlo.

El volcán de parangaricutirimícuaro se quiere desparangaricutiriguarízar, y él qué lo desparangaricutiricuarízare será un buen desparangaricutirimízador.

Yo tenía una gata etica peletica pelada peluda con rabo lanudo, que tenía tres gatos eticos peleticos pelados peludos con rabos lanudos. Si la gata no fuese etica peletica pelada peluda con rabo lanudo, los gatitos no fuesen eticos peletcos pelados peludos con rabo lanudo.

Tras tres tragos y otros tres,
y otros tres tras los tres tragos,
trago y trago son estragos,
travesuras de entremés,
trapola tramo y tragón,
treinta y tres tragos de ron
tras trozos de trucha extremo,
en un tris los truene el trueno.

Tengo una gallina pinta pipiripinta gorda pipirigorda pipiripintiva y sorda que tiene tres pollitos pintos pipiripintos gordos pipirigordos pipiripintivos y sordos. Si la gallina no hubiera sido pinta pipiripinta gorda pipirigorda pipiripintiva y sorda los pollitos no hubieran sido pintos pipiripintos gordos pipirigordos pipiripintivos y sordos.

Inglês:

Peter Piper picked a peck of pickled peppers.
A peck of pickled peppers Peter Piper picked.
If Peter Piper picked a peck of pickled peppers,
Where's the peck of pickled peppers Peter Piper picked?


Something in a thirty-acre thermal thicket of thorns and thistles thumped and thundered threatening the three-D thoughts of Matthew the thug - although, theatrically, it was only the thirteen-thousand thistles and thorns through the underneath of his thigh that the thirty year old thug thought of that morning.

Luke's duck likes lakes. Luke Luck licks lakes. Luke's duck licks lakes. Duck takes licks in lakes Luke Luck likes. Luke Luck takes licks in lakes duck likes.

How much wood could Chuck Woods' woodchuck chuck, if Chuck Woods' woodchuck could and would chuck wood? If Chuck Woods' woodchuck could and would chuck wood, how much wood could and would Chuck Woods' woodchuck chuck? Chuck Woods' woodchuck would chuck, he would, as much as he could, and chuck as much wood as any woodchuck would, if a woodchuck could and would chuck wood.

Bobby Bippy bought a bat.
Bobby Bippy bought a ball.
With his bat Bob banged the ball
Banged it bump against the wall
But so boldly Bobby banged it
That he burst his rubber ball
""Boo!"" cried Bobby
Bad luck ball
Bad luck Bobby, bad luck ball
Now to drown his many troubles
Bobby Bippy's blowing bubbles.

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Trava-Línguas

Pedro Pediu Perdão, Padre Parou Para Pensar, Pedro Permaneceu Parado, Padre Promoveu Pedro Para Presidente Peruano Participar Para Perambular Pelo Pântano Procurando Pintas Pontiagudas Particulamente Pesadas,Pedro Procurou Pensando: Padre Pirado.


Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos é quanto tem um paralelepípedo. Uma paralelepipedovia tem mil paralelepípedos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

Pardal Pardo porque palras?
Palro e palrarei, porque sou o pardal pardo, palrador de el-rei!

Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.
Girafa gigantes gingando com jeito de gente.


O rato roeu a roupa do rei de roma e a rata roeu a rolha da garrafa da rainha

Compadre compre pouca capa parda porque quem pouca capa parda compra pouca capa parda gasta. Eu pouca capa parda comprei e pouca capa parda gastei.

O desinquivincavador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavadas.




tongueCRI CRA CROF TARARÁ TIRULIRO
CRI CRA CROF TARARÁ TITURI FRUM FRUM
CRI CRA CROF TARARÁ TIRURIRU
CRI CRA CROF TARARÁ TITURI ZUM ZUM
ZUM ZARAVA EDIRRECA
MISS PIRULINHA
CATIMARIPONGA
CATIMARIFLAU FLAU FLAU

Feijão, melão, pinhão, mamão.
Meijão, malão, feinhão, pimão.
Pijão, feilão, manhão, memão.
Majão, pilão, menhão, feimão.


Se o bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplatanilizar não haveria desconstantinoplatanilizador que a desconstantinoplatanilizaria desconstantinoplatanilizadoramente.

A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.


Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

Estreiam austeros astrólogos, astronautas australianos, autômatos autônomos e seus antônimos.


Mefistófeles Felestofisme
Fez com que tomelesfisse os
Lesfemistos e os
Fisfemetoles com os
Femetofisles e os Tolesmefifes
Foi dái que nasceu um
Mefistófeles Felestofismezinho.

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1.26.2006

Palavras: A

Alguém se queixou da falta de posts sobre língua .... Portuguesa?

Pois vá treinando os esses com a ABSCISSA, o ABSCESSO, o ASSOCIACIONISTA e a ASSESSÃO.

Compridas são a clássica anticonstitucionalissimamente, o anarcosindicalismo, o adrenocorticotropínico e o abdominoisterectômico.

Com pendor para largar chuvas de gafanhotos temos: apoftegma, alfafal, aljorxe, anaptíxico e asparxajata.

Para desentaramelar a lingua : anemonímia, ababadado, adamantanamina e adiadococinésia.

Só para iniciados: aleluiático, anagnosastenia, acestrorinquíneo, aerenterectasia e alienigenístico.

Assim de repente começadas por A não me lembro de mais nenhuma interessante.

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1.17.2006

Alfa-Beto



Evolução do alfabeto:


alfabeto


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Oximorrões

Oxymoronic:

old news
light heavyweight
even odds
original copy
random order
recorded live
flat busted
standard deviation
pretty ugly
freezer burn
civil war
divorce court
awful good
criminal justice
inside out
cardinal sin
death benefit
Butthead
small fortune
open secret
a dull roar
conspicuously absent
growing small
constructive criticism
same difference
negative growth
dry ice (or wine or beer)
build down
white chocolate (or gold)
elevated subway
industrial park
mobile home
half naked
indoor bleachers
open secret
benign neglect
sight unseen
plastic silverware
baby grand
deliberate speed
student teacher
benevolent despot
loyal opposition
living end
working vacation
final draft
idiot savant
flexible freeze
computer jock
one-man band
act naturally
Advanced BASIC
press release
kickstand
loose tights
tight slacks

Post incluído na temporada sobre linguagem no Figmento.

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4.27.2005

Anagramas


O servidor de anagramas da internet permite gerar todos os anagramas possíveis a partir de um conjunto de letras. E permite fazê-lo em várias linguas incluindo latim.

Eis alguns exemplos interessantes de anagramas em várias linguas a partir de nomes de pessoas:

  • Joseph Ratzinger: TZAR NIGER JOSEPH; NAZIS JORGE PERTH; HARPIST JORGE ZEN; JEANS ZEROTH GRIP; GREAT PRIZES JOHN.

  • José Socrates: ASS ESCORT JOE; CORAJES TESOS; SOJAS ERECTOS.

  • Paulo Portas: PAULO PASTOR; Popular oats; TARAS POOL UP; TOLA URSA POP.

  • Durao Barroso: RABO ARDOR USO; RABO ROSA DURO; DURA ROSA OBRO.

  • Santana Lopes: Seasonal pant; Peasant salon; sonatas Nepal (certamente do Chopin).

  • Alberto João Jardim: MADEIRA ORAL JOB JOT; LABIA MAJOR ODOR JET.

  • Albert Einstein : ISRAELI BENNETT; ALIEN TENEBRIST; ETERNAL STIBINE.

O que só prova que cada um tem o nome que merece.

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3.16.2005

Amaztype



A Amaztipe é uma pesquisa tipográfica criada por japoneses. Permite pesquisar palavras que estejam contidas em títulos ou autores de livros, Cds ou DVDs. A pesquisa é feita na base de dados da Amazon.

A ideia é muito boa e o resultado visual da pesquisa é de um bom gosto fascinante.
Clicando com o rato num dos items encontrados surge informação sobre o artigo e clicando 2 vezes vamos para a página de compras da Amazon.

Acima uma pesquisa feita para a palavra FIGMENT como título de livros.

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3.09.2005

Tipografia criativa



O alfabeto serve para transmitir ideias.
Mas as letras não servem só para escrever palavras.

É possível transmitir ideias usando o alfabeto mas sem construir palavras nem frases.

Uma actualização do velhinho conceito de ASCII art para a era das janelas.




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2.14.2005

Campeonato da Língua Portuguesa: do Horror ao Louvor



Lá estive na final do campeonato. Não fiz parte dos 6 finalistas. Mal estaríamos se fosse eu um dos expoentes máximos da língua nesta terra.

Notou-se uma carência de concorrentes entre os 15 e os 40. Na categoria 15-18 apenas 10 finalistas, o que revela ou um desinteresse ou uma falta de domínio da língua nestas idades. De lamentar!
Nos adultos contavam-se pelos dedos as pessoas com menos de 40/45 anos . Éramos uns 6 ou 7. O que é que nos diferencia dos mais velhos? - Provavelmente eles tiveram uma melhor formação - Falo por mim; No secundário abundavam os professores medíocres. A português terei tido 2 professores muito bons, os outros variaram entre o péssimo e o medíocre. De latim nada sei... E a literatura nesse tempo já era pouca nos programas de Português.

Mas foi bom saber que os nossos filhos não estão entregues aos bichos - Dos 6 finalistas, 3 eram professores e desses apenas 1 era professor de português. Os outros dois eram professores de matemática e de geografia. Num país onde as humanidades e as ciências se divorciam quando entramos na universidade é interessante ver que há pessoas que continuam a considerar a cultura como um mundo muito amplo. Qualquer dos 6 me pareceu muito bom. O professor de matemática pareceu-me mesmo excelente ao responder nas calmas a 2 perguntas muito difíceis às quais eu não saberia responder.

Quanto à transmissão televisiva: A Bárbara Guimarães cometeu umas gaffes - a do verbo que ela insistia estar mal, o não se aperceber que já não valia a pena fazer a pergunta de desempate a 2 concorrentes - Inteiramente compensadas pelo ambiente acolhedor que proporcionou aos mais pequenos durante a manhã ao fazer-lhes perguntas com um interesse que parecia genuíno e não postiço, ao defendê-los do tirano membro do júri que insistia que o ditado tinha de se processar à velocidade da luz. Já o mesmo não se pode dizer da outra apresentadora - Uma tal Rita Ferro Rodrigues- Perguntas idiotas, formuladas em mau português... A SIC não percebeu que pôr uma apresentadora medíocre a entrevistar pessoas que não são medíocres , num programa cujo público alvo não é gente medíocre não era uma boa ideia.

Balsemão teve obviamente tempo de antena. Para dizer que conhecia todas as palavras do ditado; para louvar o campeonato. Balsemão, quando foi a última vez que fez qualquer coisa verdadeiramente altruísta? - Experimente , vai ver que não custa nada!

O estado de graça de alguns "escritores" não se percebe. As Sras. Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães escrevem há anos livros mauzitos com cheiro a bolor. Mas aquilo vende-se.... Pais , quereis dar bons livros aos vossos filhos? Não comprem disso.

Passado o evento, o Expresso deixou de actualizar as páginas do campeonato. Não estão lá os nomes dos vencedores, não está lá o ditado, não está lá o teste corrigido que os concorrentes também fizeram. Espero que ainda o actualizem.

Os prémios eram fraquitos, de valor pecuniário baixo. Pagar o almoço também não custava nada. Para o ano sugiro que aumentem bem o bolo.

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2.02.2005

Campeonato nacional de língua portuguesa



No próximo dia 12 de Fevereiro lá irei à final da coisa.
Parece que é na TV, tenho de desencantar uns óculos escuros e uma cabeleira para não dar nas vistas. Também é melhor preparar um conjunto de respostas parvas para perguntas parvas.

Até à data nunca percebi quais os critérios de selecção. Mas era um bocado difícil eliminarem quem tem tudo certo. ..
E depois intitulam a coisa de campeonato Nacional - Nacional mandatado por quem??? Se é Nacional porque é que concorrem estrangeiros???

Mais vos digo que as ajudas de custo são iguais quer os concorrentes sejam de Lisboa ou da outra ponta do país. Isto fará sentido??? Para mim dará para cobrir o custo do hotel se este não for grande coisa.

Pelo menos vai ser divertido!


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12.15.2004

Campeonato Nacional da Língua Portuguesa



Lá recebi finalmente o teste número 2... Por que será que algumas pessoas já o receberam há 5 dias?

Mais uma vez recheado de palavras que qualquer "teenager" culto deve conhecer sem olhar para o dicionário: Morraça, nefelibata, didascália....
Como bónus mais uma pergunta sobre provérbios chata como tudo !!

Os concorrentes continuam a não saber quais os critérios de classificação e correcção. Tal como no primeiro teste em que só depois de entregue é que se divulgaram os critérios.

Mas pelo menos os textos para corrigir os erros vêm agora mais bem feitos. O painel de eruditos deve ter contratado um assessor que os informou da existência de uma coisa chamada correctores ortográficos instalada nos computadores!

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12.13.2004

Georges Perec: "Ça ne va pas san dire"


Georges Perec (1936-1982) escreveu aquele que é provavelmente o maior palíndromo do mundo com 1247 palavras e cerca de 7600 caracteres. Aqui o temos:


"Trace l'inégal palindrome. Neige. Bagatelle, dira Hercule. Le brut repentir,
cet écrit né Perec. L'arc lu pèse trop, lis à vice-versa.
Perte. Cerise d'une vérité banale, le Malstrom, Alep, mort édulcoré, crêpe
porté de ce désir brisé d'un iota. Livre si aboli, tes sacres ont éreinté, cor
cruel, nos albatros. Etre las, autel bâti, miette vice-versa du jeu que fit,
nacré, médical, le sélénite relaps, ellipsoïdal.
Ivre il bat, la turbine bat, l'isolé me ravale: le verre si obéi du Pernod --
eh, port su ! -- obsédante sonate teintée d'ivresse.
Ce rêve se mit -- peste ! -- à blaguer. Beh ! L'art sec n'a si peu qu'algèbre
s'élabore de l'or évalué. Idiome étiré, hésite, bâtard replié, l'os nu. Si, à
la gêne sècrete-- verbe nul à l'instar de cinq occis--, rets amincis, drailles
inégales, il, avatar espacé, caresse ce noir Belzebuth, ô il offensé, tire !
L'écho fit (à désert): Salut, sang, robe et été.
Fièvres.
Adam, rauque; il écrit: Abrupt ogre, eh, cercueil, l'avenir tu, effilé, genial
à la rue (murmure sud eu ne tire vaseline séparée; l'épeire gelée rode: Hep,
mortel ?) lia ta balafre native.
Litige. Regagner (et ne m'...).
Ressac. Il frémit, se sape, na ! Eh, cavale! Timide, il nia ce sursaut.
Hasard repu, tel, le magicien à morte me lit. Un ignare le rapsode, lacs ému,
mixa, mêla:
Hep, Oceano Nox, ô, béchamel azur ! Éjaculer ! Topaze !
Le cèdre, malabar faible, Arsinoë le macule, mante ivre, glauque, pis, l'air
atone (sic). Art sournois: si, médicinale, l'autre glace (Melba ?) l'un ?
N'alertai ni pollen (retêter: gercé, repu, denté...) ni tobacco.
Tu, désir, brio rimé, eh, prolixe nécrophore, tu ferres l'avenir velu, ocre,
cromant-né ?
Rage, l'ara. Veuglaire. Sedan, tes elzévirs t'obsèdent. Romain ? Exact. Et
Nemrod selle ses Samson !
Et nier téocalli ?
Cave canem (car ce nu trop minois -- rembuscade d'éruptives à babil --
admonesta, fil accru, Têtebleu ! qu'Ariane évitât net.
Attention, ébénier factice, ressorti du réel. Ci-git. Alpaga, gnôme, le héros
se lamente, trompé, chocolat: ce laid totem, ord, nil aplati, rituel biscornu;
ce sacré bédeau (quel bât ce Jésus!). Palace piégé, Torpédo drue si à fellah
tôt ne peut ni le Big à ruer bezef.
L'eugéniste en rut consuma d'art son épi d'éolienne ici rot (eh... rut ?).
Toi, d'idem gin, élèvera, élu, bifocal, l'ithos et notre pathos à la hauteur
de sec salamalec ?
Élucider. Ion éclaté: Elle ? Tenu. Etna but (item mal famé), degré vide,
julep: macédoine d'axiomes, sac semé d'École, véniel, ah, le verbe enivré (ne
sucer ni arreter, eh ça jamais !) lu n'abolira le hasard ?
Nu, ottoman à écho, l'art su, oh, tara zéro, belle Deborah, ô, sacre ! Pute,
vertubleu, qualité si vertu à la part tarifé (décalitres ?) et nul n'a lu trop
s'il séria de ce basilic Iseut.
Il à prié bonzes, Samaritain, Tora, vilains monstres (idolâtre DNA en sus)
rêvés, évaporés:
Arbalète (bètes) en noce du Tell ivre-mort, émeri tu: O, trapu à elfe, il lie
l'os, il lia jérémiade lucide. Petard! Rate ta reinette, bigleur cruel, non à
ce lot ! Si, farcis-toi dito le coeur !
Lied à monstre velu, ange ni bête, sec à pseudo délire: Tsarine (sellée, là),
Cid, Arétin, abruti de Ninive, Déjanire. . .
Le Phenix, eve de sables, écarté, ne peut égarer racines radiales en mana:
l'Oubli, fétiche en argile.
Foudre.
Prix: Ile de la Gorgone en roc, et, ô, Licorne écartelée,
Sirène, rumb à bannir à ma (Red n'osa) niére de mimosa:
Paysage d'Ourcq ocre sous ive d'écale;
Volcan. Roc: tarot célé du Père.
Livres.
Silène bavard, replié sur sa nullité (nu à je) belge: ipséité banale. L' (eh,
ça !) hydromel à ri, psaltérion. Errée Lorelei...
Fi ! Marmelade déviré d'Aladine. D'or, Noël: crèche (l'an ici taverne gelée
dès bol...) à santon givré, fi !, culé de l'âne vairon.
Lapalisse élu, gnoses sans orgueil (écru, sale, sec). Saluts: angiome. T'es si
crâneur !
. . .
Rue. Narcisse ! Témoignas-tu ! l'ascèse, là, sur ce lieu gros, nasses
ongulées...
S'il a pal, noria vénale de Lucifer, vignot nasal (obsédée, le genre
vaticinal), eh, Cercle, on rode, nid à la dérive, Dèdale (M. . . !) ramifié ?
Le rôle erre, noir, et la spirale mord, y hache l'élan abêti: Espiègle
(béjaune) Till: un as rusé.
Il perdra. Va bene.
Lis, servile repu d'électorat, cornac, Lovelace. De visu, oser ?
Coq cru, ô, Degas, y'a pas, ô mime, de rein à sonder: à marin nabab, murène
risée.
Le trace en roc, ilote cornéen.
O, grog, ale d'elixir perdu, ô, feligrane! Eh, cité, fil bu !
ô ! l'anamnèse, lai d'arsenic, arrérage tué, pénétra ce sel-base de Vexin. Eh,
pèlerin à (Je: devin inédit) urbanité radicale (elle s'en ira...), stérile,
dodu.
Espaces (été biné ? gnaule ?) verts.
Nomade, il rue, ocelot. Idiot-sic rafistolé: canon ! Leur cruel gibet te
niera, têtard raté, pédicule d'aimé rejailli.
Soleil lie, fléau, partout ire (Métro, Mer, Ville...) tu déconnes. Été: bètel
à brasero. Pavese versus Neandertal ! O, diserts noms ni à Livarot ni à Tir !
Amassez.
N'obéir.
Pali, tu es ici: lis abécédaires, lis portulan: l'un te sert-il ? à ce défi
rattrapa l'autre ? Vise-t-il auquel but rêvé tu perças ?
Oh, arobe d'ellébore, Zarathoustra! L'ohcéan à mot (Toundra ? Sahel ?) à ri:
Lob à nul si à ma jachère, terrain récusé, nervi, née brève l'haleine véloce
de mes casse-moix à (Déni, ô !) décampé.
Lu, je diverge de ma flamme titubante: une telle (étal, ce noir édicule cela
mal) ascèse drue tua, ha, l'As.
Oh, taper ! Tontes ! Oh, tillac, ô, fibule à reve l'Énigme (d'idiot tu)
rhétoricienne.
Il, Oedipe, Nostradamus nocturne et, si né Guelfe, zébreur à Gibelin tué
(pentothal ?), le faiseur d'ode protège.
Ipéca...: lapsus.
Eject à bleu qu'aède berça sec. Un roc si bleu ! Tir. ital.: palindrome tôt
dialectal. Oc ? Oh, cep mort et né, mal essoré, hélé. Mon gag aplati gicle.
Érudit rossérecit, ça freine, benoit, net.
Ta tentative en air auquel bète, turc, califat se (nom d'Ali-Baba !) sévit,
pure de -- d'ac ? -- submersion importune, crac, menace, vacilla,
co-étreinte...
Nos masses, elles dorment ? Etc... Axé ni à mort-né des bots. Rivez ! Les Etna
de Serial-Guevara l'égarent. N'amorcer coulevrine.
Valser. Refuter.
Oh, porc en exil (Orphée), miroir brisé du toc cabotin et né du Perec: Regret
éternel. L'opiniâtre. L'annu- lable.
Mec, Alger tua l'élan ici démission. Ru ostracisé, notarial, si peu qu'Alger,
Viet-Nam (élu caméléon !), Israël, Biafra, bal à merde: celez, apôtre Luc à
Jéruzalem, ah ce boxon! On à écopé, ha, le maximum
Escale d'os, pare le rang inutile. Métromane ici gamelle, tu perdras. Ah, tu
as rusé! Cain! Lied imité la vache (à ne pas estimer) (flic assermenté,
rengagé) régit.
Il évita, nerf à la bataille trompé.
Hé, dorée, l'Égérie pelée rape, sénile, sa vérité nue du sérum: rumeur à la
laine, gel, if, feutrine, val, lieu-créche, ergot, pur, Bâtir ce lieu
qu'Armada serve: if étété, éborgnas-tu l'astre sédatif ?
Oh, célérités ! Nef ! Folie ! Oh, tubez ! Le brio ne cessera, ce cap sera ta
valise; l'âge: ni sel-liard (sic) ni master-(sic)-coq, ni cédrats, ni la lune
brève. Tercé, sénégalais, un soleil perdra ta bétise héritée (Moi-Dieu, la
vérole!)
Déroba le serbe glauque, pis, ancestral, hébreu (Galba et Septime-Sévère).
Cesser, vidé et nié. Tetanos. Etna dès boustrophédon répudié. Boiser. Révèle
l'avare mélo, s'il t'a béni, brutal tablier vil. Adios. Pilles, pale rétine,
le sel, l'acide mercanti. Feu que Judas rêve, civette imitable, tu as alerté,
sort à blason, leur croc. Et nier et n'oser. Casse-t-il, ô, baiser vil ? à
toi, nu désir brisé, décédé, trope percé, roc lu. Détrompe la. Morts: l'Ame,
l'Élan abêti, revenu. Désire ce trépas rêvé: Ci va ! S'il porte, sépulcral, ce
repentir, cet écrit ne perturbe le lucre: Haridelle, ta gabegie ne mord ni la
plage ni l'écart."

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12.10.2004

Georges Perec: "La disparition"



A Propósito de uma conversa aqui ao lado no "As ruínas circulares" de João Pedro da Costa incluo abaixo um excerto da tradução inglesa de "La disparition" de Georges Perec, intitulado "A void" e traduzido por Gilbert Adair.

"Noon rings out. A wasp, making an ominous sound, a sound akin to a klaxon or a tocsin, flits about. Augustus, who has had a bad night, sits up blinking and purblind. Oh what was that word (is his thought) that ran through my brain all night, that idiotic word that, hard as I'd try to pun it down, was always just an inch or two out of my grasp - fowl or foul or Vow or Voyal? - a word which, by association, brought into play an incongruous mass and magma of nouns, idioms, slogans and sayings, a confusing, amorphous outpouring which I sought in vain to control or turn off but which wound around my mind a whirlwind of a cord, a whiplash of a cord, a cord that would split again and again, would knit again and again, of words without communication or any possibility of combination, words without pronunciation, signification or transcription but out of which, notwithstanding, was brought forth a flux, a continuous, compact and lucid flow: an intuition, a vacillating frisson of illumination as if caught in a flash of lightning or in a mist abruptly rising to unshroud an obvious sign - but a sign, alas, that would last an instant only to vanish for good."

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12.09.2004

Palavras: Figmento


A pedido de várias famílias, a explicação para a palavra Figmento; uma palavra que provém do latim figmentum e que a língua portuguesa não herdou - Portanto inventei-a eu! Ou foi um só um figmento da minha imaginação?
Em Inglês existe Figment com os significados abaixo, em português se existisse seria figmento. Ao contrário do que se julga, a língua inglesa apesar de económica é muito mais rica que o português. Tem cerca de 3 a 4 vezes mais palavras que o português (descontando conjugações verbais).


fig·ment [ fígmənt ] (plural fig·ments)
noun
purely imaginary thing: something produced by or only existing in somebody’s imaginationa figment of her imagination
[15th century. From Latin figmentum “formation, figure, creation,” from fingere “to form or shape.”]


Freesearch:
figment
noun
a figment of sb's imagination something which seems real but is not:
- Was it just a figment of my imagination or did I hear John's voice in the other room?

The American Heritage® Dictionary of the English Language: Fourth Edition:
figment
SYLLABICATION:
fig·ment
NOUN:
Something invented, made up, or fabricated: just a figment of the imagination.
ETYMOLOGY:
Middle English, from Latin figmentum, from fingere, to form.

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11.22.2004

Ferramentas de tradução

A pedido de várias famílias adicionei as ferramentas de tradução aqui ao lado. A tradução para inglês funciona razoavelmente, para as outras línguas nem por isso. Vou tentar encontrar tradutores melhores.

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