Óscares
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Quanto a actor principal, realizador e melhor filme: vai ser preciso ver o Haverá sangue e o Vale de Elah para apostar. Os restantes candidatos não me parecem ter actuação à altura, só Day-Lewis ou Tommy Lee Jones ganharão.
O ano foi pobre em espaço para papeis femininos. Basta uma volta pelos nomeados para ver que na maior parte dos filmes não há papeis principais femininos. Discriminação no seu melhor. A excepção é a brilhante Marion Cotillard que tem vindo a coleccionar prémios com a sua Piaf em La vie en rose/ la môme. Mas o facto de se tratar de uma actriz desconhecida nos EUA e ser um filme europeu pode não a beneficiar.
Uma pequena nota para as nomeações de curtas metragens animadas, onde pontua um filme fantástico já lançado no mercado português: "Pedro e o Lobo" de Suzie Templeton com a música de Prokofiev é uma animação stop motion que o próprio Prokofiev teria adorado! (critica no Times). O filme tem cerca de 30 minutos. Este é o único filme nomeado nesta categoria que já vi. No entanto vi "the old man and the sea" um filme anterior de Petrov que ganhou em 1999. Petrov é nomeado este ano com "my love" (moya lyubov no original) um filme que parece usar as mesmas técnicas de animação e estilo gráfico do de 1999 (pintura a óleo sobre vidro). Conhecendo o trabalho de Petrov diria que o filme dele deste ano é de certeza um forte candidato.
Ah, pois, não vale a pena falar de Juno e Expiação. Juno está lá porque é politicamente correcto pôr uma parvoíce com um tema daqueles e Expiação está lá porque tinha de lá estar mas enfim não acrescenta nada.
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E
1-
2- O
3-
4- Os
5-
Desengane-se
Comecei
De
Comecei pelo
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Em post anteriores já falei de alguns dos filmes acima. Consulte os arquivos do Blog.
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O filme retrata a vida de uma família verdadeira de esquimós ao longo de um ano com filmagens in loco do seu duro dia-a-dia. A caça, a pesca, as migrações, o comércio de peles, a construção de igloos e todas as dificuldades da vida sem tecnologia de 1922 num clima extremo como o do árctico são-nos mostradas nos 79 minutos que dura o filme. A preto e branco e com intertítulos seguimos a família do espontâneo Nanook– o pai, as suas 2 mulheres e os 2 filhos, um deles bebé, nas suas deambulações. Ficamos a saber que pescar à mão com um arpão exige destreza, que os salmões depois de pescados são mortos à dentada, que os esquimós da altura comiam foca crua, que por baixo das roupas feitas de pele estavam nús (incluindo o bebé que não apresenta nada que se pareça com uma fralda), que uma canoa pequena leva muita gente fora de vista, que se podem construir igloos só com um facão e que as tempestades para aquelas bandas podem matar mesmo quem é muito experiente.
O filme foi rejeitado por vários distribuidores mas quando estreou revelou-se um sucesso de bilheteira estrondoso. A curiosidade do público foi espicaçada pelo facto de Nanook ter morrido meses depois de terem terminado as filmagens. Morreu de fome. Encontrar comida onde nada cresce é um caso de vida ou de morte.
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O enredo baseado num conto de Hermann Sudermann “Die Reise nach Tilsit” é simples: Um casal de campónios vê a sua pacatez perturbada por uma sedutora vinda da cidade que se torna amante do marido. A sedutora convence o marido a assassinar a mulher e a ir viver com ela para a cidade. Quando está prestes a matar a esposa o marido arrepende-se. Para se redimir e compensar a mulher leva-a a passear na cidade e oferece-lhe todas as coisas fascinantes da vida citadina. Claro que mais tarde a desgraça irá bater à porta….. Sob este enredo aparentemente simples o filme capta perfeitamente o contraste entre os valores e os estilos de vida citadino e do campo. E explora de forma brilhante o sentimento de culpa e o arrependimento do marido que constituem o ponto de viragem do filme. Antes imagens soturnas e naturalistas com uma iluminação romântica inspiradas nos retratos pastorais dos mestres holandeses (Vermeer e etc.), depois o movimento, a complexidade e a vida da cidade. O filme é essencialmente visual, com poucos intertítulos e uma banda sonora e efeitos sonoros discretos. É mesmo referido como um poema visual dado o lirismo das imagens e a qualidade da fotografia e da iluminação. 
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No caso particular do Gabinete do Dr. Caligari e na minha opinião pessoal é apenas o facto do filme ser um dos expoentes do movimento expressionista alemão com o impacto visual que isso acarreta.

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Tal como prometido o primeiro texto sobre o mosaico de filmes. Este vem mesmo a propósito e a tempo para as comemorações do 60º aniversário da derrota do regime nazi.
“The birth of nation” é uma adaptação do livro de 1905 “ The clansman” da autoria de Thomas Dixon, um padre racista.
Na primeira parte mostra-se a introdução dos escravos negros nos EUA, a vida quotidiana dos personagens principais na fase pré-guerra civil de 1860 e a dita guerra. As personagens principais são duas famílias amigas, uma sulista, outra do norte, com as implicações que daí advém. Os membros das duas famílias defrontam-se na guerra havendo umas paixonetas à mistura. Os negros são caricaturados estereotipadamente como criaturas más ao longo de toda a primeira parte mas não é demasiado evidente o carácter racista do filme nesta parte.
A segunda parte pode ser considerada como muito mais racista mostrando os negros como selvagens vilões causadores da desgraça. Esta segunda parte mostra o que se passa no pós-guerra no seio das duas famílias e da sociedade - A reconstrução. A ascensão social dos negros e a miséria em que ficaram as famílias do sul. Mas o que interessa reter do filme não é a parte romanceada: Na segunda parte surgem os verdadeiros heróis do filme- O Ku Klux Klan- A organização que vai libertar a sociedade branca dos terríveis negros. O KKK é glorificado.
- O filme é a adaptação fiel de uma obra da qual ele, Griffith, não era o autor.
- Todas as pessoas tinham o direito de livre expressão e pensamento quaisquer que fossem as suas ideias. Ao tentarem censurar o conteúdo do filme estariam a cercear essa liberdade.
- E por último um irónico : “Na altura em que fiz o filme eu não era racista.”
No inicio do filme surge o seguinte intertítulo:
“A PLEA FOR THE ART OF THE MOTION PICTURE":
“We do not fear censorship, for we have no wish to offend with improprieties or obscenities, but we do demand, as a right, the liberty to show the dark side of wrong, that we may illuminate the bright side of virtue - the same liberty that is conceded to the art of the written word - that art to which we owe the Bible and the works of Shakespeare.”
Em resposta às criticas e à celeuma causada por “The birth of a nation” Griffith acabou mais tarde por realizar “Intolerância” de que falarei daqui a uns tempos.
*Algumas inovações técnicas : Filmagem nocturna (usando “flashes” de magnésio); Filmagens no exterior; Still-Shots; ângulos de filmagem múltiplos, filmagem de acção em paralelo, panorâmicas, travellings, close-ups, dissolves e fade-outs para mudar de cena.
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